História, memória e genealogia do sertão baiano. Um espaço dedicado à pesquisa e divulgação da história de Fátima e de outros municípios do sertão, a partir de documentos, fotografias, relatos e personagens que ajudam a compreender o passado da nossa região.
Revista em quadrinhos HISTÓRIAS DO CANGAÇO avança.
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A revista em quadrinhos que visa contar as histórias do cangaço em Fátima e região está sendo finalizada e em breve estará disponível aos leitores. Com ilustrações de Mateus Queiroz.
Labareda entre as cabeças de Corisco e Lampião. Fonte: Revista Cruzeiro Segundo o pesquisador e entusiasta do cangaço, Kiko Monteiro, Ângelo Roque, Vulgo Labareda e seu subgrupo de cangaceiros foi o bando mais atuante na região de Fátima, Adustina, Paripiranga e demais cidades vizinhas. Ângelo Roque da Costa nasceu por volta de 1910 em Pernambuco. Assim como a quase totalidade das histórias de cangaceiros, a história de Ângelo Roque foi marcada pela pobreza e pela violência. Segundo entrevistas concedidas por ele mesmo após cumprir pena em Salvador, sua vida delinquente inicia ainda na adolescência quando assassina um soldado que prometera “roubar” sua irmã. À partir de então, o valente pernambucano passa a integrar o bando de Lampião e perambular pela caatinga em sua vida errante. Ainda segundo ele, após dois anos de andanças ao lado do rei do cangaço, seu destaque como homem hábil e valente na luta lhe rendeu o posto de chefe de subgrupo. Em palestra brilhante na Câmara...
Imagem ilustrativa Os primeiros Santana – grafados também como Santa Anna – aparecem nos registros de terras da região do Itapicuru e do Tiuiú desde as primeiras décadas do século XIX. Contudo, sua presença remonta à fase de ocupação colonial ligada à Casa da Torre e às freguesias de Santana e Santo Antônio dos Tucanos, criadas a partir das doações de sesmarias no século XVIII. Nomes como José de Santa Anna, Joaquim José de Santa Anna, Constantino José de Santa Anna e José Joaquim de Santana figuram nos tombos de terras entre 1815 e 1830, registrando posses em sítios como Mandacarú, Lagoa da Jabuticaba, Riacho, Urubutinga e Catinga. Esses pioneiros atuaram como posseiros e sesmeiros, expandindo a fronteira da pecuária e da agricultura de subsistência. A primeira geração de Santanas estava, portanto, diretamente vinculada à lógica econômica regional: a pecuária extensiva, fundamental para a formação da “Sociedade do Couro”, e a lavoura de subsistência (mandioca, milho e pequen...
Sobrado dos Brito, demolido em 1977. Quando se fala na história política e social do sertão baiano, poucos sobrenomes possuem uma trajetória tão longa e influente quanto a família Brito. Embora existam diversos ramos espalhados por cidades como Fátima, Jeremoabo, Ribeira do Pombal e Paripiranga, foi em Ribeira do Pombal que se consolidou o núcleo mais poderoso dessa linhagem, cuja presença na vida pública atravessa gerações e remonta aos tempos imperiais. Um dos nomes mais conhecidos da contemporaneidade é o de Antônio Ferreira de Oliveira Brito, nascido em 1908, herdeiro de uma tradição familiar marcada pela liderança política, pelo poder econômico e pela influência regional. Sua ascendência permite percorrer uma extensa cadeia genealógica que conecta o sertão baiano do século XX às antigas famílias luso-brasileiras dos séculos XVIII e XIX. Antônio Ferreira de Oliveira Brito. Antônio Ferreira de Oliveira Brito era filho de Antônio Ferreira de Brito Neto e de Evência de Oliveir...
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