Zé Rufino e Felipe Castro: Estratégias diferentes no combate ao cangaço.
“Aí vem José Rufino, perseguindo o cangaceiro; Que é um homem destemido no nordeste brasileiro; Sujeito das pernas mole, mas tem o dedo ligeiro.” Versos de um repente em homenagem a Zé Rufino. Desde que iniciei o Blog História de Fátima e passei a levantar a trajetória do cangaço em nossa região, a figura de Zé Rufino tornou-se recorrente. Não poderia ser diferente. Trata-se de um dos nomes mais emblemáticos da repressão ao fenômeno, comandante de uma das volantes mais temidas do sertão, da qual fez parte o fatimense Liberino Vicente. José Osório de Farias, nascido em 20 de fevereiro de 1906, em Pernambuco, ganhou o apelido que o consagraria por ser filho de Maria Rufina — daí o “Zé de Rufina”, posteriormente simplificado para Zé Rufino. Antes de enveredar pela carreira policial, foi sanfoneiro conhecido e chegou a cruzar caminhos com Lampião, ainda em terras pernambucanas. Convidado mais de uma vez a integrar o bando, recusou. Alegava não ter vocação para a vida armada ...