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Odilon Flor

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  Odilon Nogueira de Souza, conhecido como Odilon Flor , nasceu em 12 de janeiro de 1903, no povoado de Nazaré, então pertencente ao município de Floresta, em Pernambuco. Integrante do grupo conhecido como Nazarenos , destacou-se como um dos mais combativos perseguidores de Lampião durante o período do cangaço. Os Nazarenos reuniam homens oriundos de Nazaré que se notabilizaram pelo enfrentamento sistemático aos bandos cangaceiros. Nesse contexto, Odilon Flor percorreu diferentes estados do Nordeste participando de sucessivas campanhas contra Lampião e seus seguidores. Segundo a tradição preservada pelos próprios nazarenos, fez o juramento de combater Lampião e seus homens até o fim. Com a transferência definitiva de Lampião para a Bahia, em 1928, Odilon ingressou na Força Pública baiana, levando consigo a experiência adquirida nos combates travados em Pernambuco. Sua atuação contribuiu para fortalecer as volantes que passaram a perseguir os remanescentes do cangaço em território b...

Quantos sobrenomes deram origem a você?

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É curioso pensar que, para que eu e você existíssemos, foi necessário que uma imensidão de pessoas viesse ao mundo, crescesse, enfrentasse as dificuldades de seu tempo, construísse relações e deixasse descendentes. Muitos migraram em busca de sobrevivência ou prosperidade; outros foram obrigados a abandonar suas terras em razão da escravidão ou de conflitos. Cada uma dessas trajetórias, mais leve ou mais dolorosa, contribuiu para formar a história que, séculos depois, desembocaria na nossa própria existência. Quando observamos uma árvore genealógica, essa dimensão torna-se ainda mais impressionante. Cada um de nós tem 2 pais, 4 avós, 8 bisavós, 16 trisavós, 32 tetravós, e esse número dobra a cada geração. Em poucas centenas de anos, o total de antepassados diretos alcança cifras surpreendentes. Para ilustrar, tomo como exemplo um dos meus ancestrais da 11ª geração, tecnicamente chamado de undécimo avô. Seu nome era Gonçalo Gonçalves , nascido em 1630, em Vila Real, Portugal, casa...

O 2 de julho não aconteceu somente no litoral.

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  Em 1821, duas facções disputavam o poder na Bahia. As tensões em torno da independência do Brasil se intensificavam na província. De um lado, estavam os defensores da autoridade das Cortes portuguesas e da manutenção dos laços políticos com Portugal; de outro, o grupo que defendia maior autonomia e, posteriormente, a independência do Brasil. Em janeiro de 1822, as Cortes portuguesas nomearam o brigadeiro Inácio Luís Madeira de Melo como Comandante das Armas da província da Bahia, numa clara tentativa de assegurar os interesses portugueses na região. No mês seguinte, soldados portugueses saíram às ruas de Salvador e entraram em confronto com militares brasileiros e partidários da independência. As tensões cresceram como nunca, levando parte da população da capital a refugiar-se nas cidades do Recôncavo. Em 25 de junho de 1822, a cidade de Cachoeira, às margens do rio Paraguaçu, tornou-se o principal centro da resistência baiana. Foi ali que se reuniu grande número de pessoas dispo...

Os Ancestrais de Ângelo Lagoa.

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  Quem é leitor aqui do Blog sabe que Ângelo Lagoa, nome de batismo: Ângelo José de Souza, é considerado o fundador da cidade de Fátima. Isso porque foi no entorno da casa construída no final do século XIX, na atual praça que leva seu nome, que um arruado foi se formando, dando origem ao que hoje é a zona urbana do município. Em pesquisa genealógica recente, descobri que parte da família de sua mãe, Genoveva Maria de Jesus, vem da região da Chapada Diamantina, mais precisamente da cidade de Rio de Contas. Os pais de Genoveva, avós de Ângelo Lagoa, são Bernardino José Cordeiro e Maria Thereza de Jesus. Ele nasceu em 1772 e ela em 1780, ambos na cidade de Rio de Contas. Seus avós eram Bernardino Cordeiro da Silva e Maria Joaquina Pires Corves. Ele, nascido em 1738, é citado como herdeiro e testamenteiro do Sargento-Mor Faustino Pires Chaves, talvez tio de sua esposa. E assim segue a teia da família de minha trisavó Genoveva, chegando a seus primeiros ancestrais portuguese...

A Família Brito: uma linhagem de poder no sertão

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  Sobrado dos Brito, demolido em 1977. Quando se fala na história política e social do sertão baiano, poucos sobrenomes possuem uma trajetória tão longa e influente quanto a família Brito. Embora existam diversos ramos espalhados por cidades como Fátima, Jeremoabo, Ribeira do Pombal e Paripiranga, foi em Ribeira do Pombal que se consolidou o núcleo mais poderoso dessa linhagem, cuja presença na vida pública atravessa gerações e remonta aos tempos imperiais. Um dos nomes mais conhecidos da contemporaneidade é o de Antônio Ferreira de Oliveira Brito, nascido em 1908, herdeiro de uma tradição familiar marcada pela liderança política, pelo poder econômico e pela influência regional. Sua ascendência permite percorrer uma extensa cadeia genealógica que conecta o sertão baiano do século XX às antigas famílias luso-brasileiras dos séculos XVIII e XIX. Antônio Ferreira de Oliveira Brito. Antônio Ferreira de Oliveira Brito era filho de Antônio Ferreira de Brito Neto e de Evência de Oliveir...

O primeiro integrante da família Reis a chegar à Fátima.

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Ilustração de antigo engenho sertanejo. Essa história remonta ao princípio do século XIX, por volta de 1840, quando as terras que hoje compõem o município de Fátima passaram a ser ocupadas de forma mais efetiva, isto é, quando as primeiras famílias vieram, de fato, se estabelecer na região. Antes de prosseguir, entretanto, é preciso esclarecer que não estou falando aqui da atual sede do município, formada a partir da residência construída por Ângelo Lagoa por volta de 1890. Neste caso, estamos tratando do território do município como um todo, incluindo a zona rural. No caso da família Reis, a área em questão corresponde ao território localizado nas imediações do parque aquático Wet Family, região que, por volta dos anos 1850, era conhecida por diferentes nomes: Surjoa, Laje, Laje da Boa Vista e Pedrinhas. Pedrinhas era o nome da localidade onde meus ancestrais se estabeleceram por volta de 1840, quando chegou à região Ângelo dos Reis Nascimento, trisavô do meu avô Zé Quinzinho. Ângelo ...

Memórias da Escassez: A Luta Ancestral Contra a Seca em Fátima e região.

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    A história do semiárido nordestino é profundamente marcada pelo chamado "Polígono das Secas", uma área onde as chuvas são irregulares e os longos períodos de estiagem são cíclicos. Embora haja um consenso científico que aponte o fenômeno El Niño como o principal culpado por esse flagelo climático, a verdadeira história da região não é feita de estatísticas meteorológicas, mas sim da resiliência, do sofrimento e da luta contundente de nossos ancestrais para garantir a sobrevivência na terra árida. Para as gerações atuais, que felizmente não conhecem em sua plenitude o cenário desolador do passado, as políticas contemporâneas — como a água encanada, os carros-pipa, a açudagem, os programas de financiamento para a agricultura familiar e a assistência social — atenuam de forma significativa os efeitos da estiagem. Contudo, nas décadas de 1930 a 1950, a estrutura estatal era muito insuficiente. Naquela época, a escassez transformava a água em ouro e a fome em uma constant...