“Estamos derrotados neste sertão”: José Américo Camelo de Souza Velho diante de Canudos
Oficiais do 28º Batalhão de Infantaria, em 1897. Foto de Flávio de Barros do Acervo Museu da República José Américo Camelo de Souza Velho (1839-1902) foi um importante proprietário rural e chefe local do sertão baiano na segunda metade do século XIX. Coronel da Guarda Nacional, nasceu na Fazenda Ilha, em território atualmente pertencente ao município de Euclides da Cunha, e construiu seu patrimônio a partir da posse de diversas propriedades rurais, entre elas Ilha, Caimbé, Olhos d’Água, Mosteiro de São José, Tanque Novo, Baixas e Jueté. Era casado com Maria Rosa do Sacramento e mantinha estreitas relações familiares, políticas e de amizade com Cícero Dantas Martins, o Barão de Jeremoabo, a quem tratava em suas correspondências como “primo, compadre e amigo”. Conservador e opositor declarado de Antônio Conselheiro, José Américo acompanhou de perto o crescimento de Canudos e, posteriormente, os acontecimentos da guerra, experiência que deixou registrada nas cartas enviadas ao Barão...