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Jornal de Paripiranga noticia a passagem de Lampião pela Região

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Patrocínio do Coité, 23 de dezembro de 1928. Jornal O Paladino. Ano X - N° 9. Na edição de 23 de dezembro de 1928 o jornal O Paladino da então Vila de Patrocínio do Coité noticiava a passagem do rei do cangaço por essa nossa região. Os fatos da reportagem foram narrados à redação do jornal pelo Coronel João Sá que tinha encontrado com Lampião e seu bando no Sítio do Quinto na noite anterior. O Coronel, deputado naquela ocasião, seguia de Jeremoabo (escrito com “G” na época) para Salvador em seu automóvel Ford na companhia do seu pai e de um aliado político, um dos trajetos da viagem era seguir de Jeremoabo para Salgado onde pegaria o trem em direção à capital baiana. Na altura do atual município de Sítio do Quinto o coronel e seus companheiros de viagem foram surpreendidos pelos cangaceiros. A conversa foi amistosa, Lampião pediu dinheiro para o político e foi prontamente atendido. Na verdade, nascia ali uma longa amizade que traria benefícios para João Sá, mas também problem...

Zé de Aninha, o ferreiro fatimense

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Foto cedida pela família. Os primeiros ferreiros provavelmente surgiram no limiar das sociedades humanas, isto é, desde que os primeiros seres humanos aderiram ao sedentarismo e dominaram as técnicas agrícolas. Daí para o desenvolvimento das primeiras ferramentas de metal foi um salto relativamente curto. Há registros de ferramentas encontradas em todas as grandes sociedades humanas da antiguidade a nos mostrar que os ferreiros já desenvolviam suas técnicas há milhares de anos. Uma particularidade da profissão é o seu grau de abrangência. Os ferreiros prestavam serviços a reis e nobres mas também a soldados, cavaleiros e agricultores. Esses profissionais fabricavam uma infinidade de ferramentas como facas, espadas, adagas e escudos para a guerra, mas também utensílios agrícolas e domésticos como colheres, ferraduras, foices e enxadas. Foram extremamente importantes para o desenvolvimento da humanidade. Para ficar em um único exemplo, a invenção do arado de ferro puxado por tra...

VAMOS FALAR DE FRACASSO ESCOLAR?

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O sociólogo Jessé Souza em “A Ralé Brasileira” defende a tese de que o segredo mais bem guardado, no seio da classe média brasileira, é a forma como esse ambiente doméstico é construído para as razões escolares. É dentro do ambiente familiar que as crianças dessa classe entram em contato com uma socialização capaz de desenvolver uma identificação afetiva com conhecimento, aprendem a arte da concentração, o autocontrole, a pautar suas ações no hoje sob uma perspectiva de futuro através da disciplina e desenvolvem um sentimento de responsabilidade moral com os estudos. E como isso é possível? A resposta para esse questionamento precisa, antes de tudo, afirmar que a classe média não é (absolutamente) superior em seus costumes. Dito isso, e refletindo sobre o questionamento, é preciso entender que a lógica do “faça o que eu mando, não faça o que eu faço” é, sempre será, ineficiente. Educa-se pelo exemplo! Essa é a lógica da classe média brasileira. É vendo o pai ou mãe ler um livr...