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Mostrando postagens de julho, 2026

O sepultamento do Monsenhor Elias e a retomada de um antigo costume

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  Hoje, de passagem por Cícero Dantas, fiz questão de visitar a centenária Igreja de Nossa Senhora do Bom Conselho para testemunhar, com os meus próprios olhos, a história sendo escrita. Trata-se da retomada de um antigo costume: o de sepultar pessoas no interior das igrejas, prática que, é importante destacar, havia sido abandonada há mais de 93 anos. Até hoje, existiam seis túmulos conhecidos nas dependências da igreja de Cícero Dantas. O sétimo será destinado ao quase centenário Monsenhor José Elias Ferreira, em reconhecimento à sua trajetória religiosa e ao legado deixado à comunidade. Conhecido carinhosamente como Padre Elias, Monsenhor José Elias Ferreira nasceu em 17 de fevereiro de 1927, na cidade baiana de Sátiro Dias. Chegou a Cícero Dantas em 1964, onde exerceu o sacerdócio por décadas, tornando-se uma das figuras mais respeitadas da história religiosa do município. O costume de realizar sepultamentos no interior das igrejas popularizou-se na Europa durante a Idade Média...

Odilon Flor

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  Odilon Nogueira de Souza, conhecido como Odilon Flor , nasceu em 12 de janeiro de 1903, no povoado de Nazaré, então pertencente ao município de Floresta, em Pernambuco. Integrante do grupo conhecido como Nazarenos , destacou-se como um dos mais combativos perseguidores de Lampião durante o período do cangaço. Os Nazarenos reuniam homens oriundos de Nazaré que se notabilizaram pelo enfrentamento sistemático aos bandos cangaceiros. Nesse contexto, Odilon Flor percorreu diferentes estados do Nordeste participando de sucessivas campanhas contra Lampião e seus seguidores. Segundo a tradição preservada pelos próprios nazarenos, fez o juramento de combater Lampião e seus homens até o fim. Com a transferência definitiva de Lampião para a Bahia, em 1928, Odilon ingressou na Força Pública baiana, levando consigo a experiência adquirida nos combates travados em Pernambuco. Sua atuação contribuiu para fortalecer as volantes que passaram a perseguir os remanescentes do cangaço em território b...

Quantos sobrenomes deram origem a você?

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É curioso pensar que, para que eu e você existíssemos, foi necessário que uma imensidão de pessoas viesse ao mundo, crescesse, enfrentasse as dificuldades de seu tempo, construísse relações e deixasse descendentes. Muitos migraram em busca de sobrevivência ou prosperidade; outros foram obrigados a abandonar suas terras em razão da escravidão ou de conflitos. Cada uma dessas trajetórias, mais leve ou mais dolorosa, contribuiu para formar a história que, séculos depois, desembocaria na nossa própria existência. Quando observamos uma árvore genealógica, essa dimensão torna-se ainda mais impressionante. Cada um de nós tem 2 pais, 4 avós, 8 bisavós, 16 trisavós, 32 tetravós, e esse número dobra a cada geração. Em poucas centenas de anos, o total de antepassados diretos alcança cifras surpreendentes. Para ilustrar, tomo como exemplo um dos meus ancestrais da 11ª geração, tecnicamente chamado de undécimo avô. Seu nome era Gonçalo Gonçalves , nascido em 1630, em Vila Real, Portugal, casa...

O 2 de julho não aconteceu somente no litoral.

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  Em 1821, duas facções disputavam o poder na Bahia. As tensões em torno da independência do Brasil se intensificavam na província. De um lado, estavam os defensores da autoridade das Cortes portuguesas e da manutenção dos laços políticos com Portugal; de outro, o grupo que defendia maior autonomia e, posteriormente, a independência do Brasil. Em janeiro de 1822, as Cortes portuguesas nomearam o brigadeiro Inácio Luís Madeira de Melo como Comandante das Armas da província da Bahia, numa clara tentativa de assegurar os interesses portugueses na região. No mês seguinte, soldados portugueses saíram às ruas de Salvador e entraram em confronto com militares brasileiros e partidários da independência. As tensões cresceram como nunca, levando parte da população da capital a refugiar-se nas cidades do Recôncavo. Em 25 de junho de 1822, a cidade de Cachoeira, às margens do rio Paraguaçu, tornou-se o principal centro da resistência baiana. Foi ali que se reuniu grande número de pessoas dispo...