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Semana Santa no Gruê em 1949.

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Foto: Murilo Santos Menezes. Há 72 anos, o Vigário de Cícero Dantas, Monsenhor José de Magalhães e Souza, registrava a programação da semana santa da paróquia. Entre as diversas capelas visitadas para os festejos, está a pequena igreja do povoado Gruê, atualmente parte do município de Fátima. Na oportunidade, escreveu o religioso:   Programação da semana santa de 1949 [...] dia 14 Gruê e Aldeia.   Esse relato só vem confirmar o que a população da região já dizia, que o cemitério da localidade Gruê, assim como a capela, são bastante antigos, tendo sido erguidos um pouco após a construção da igreja Matriz de Fátima que, ao que tudo indica, foi erguida em 1935.

Genealogia de Ângelo Lagoa.

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  Esse ainda é um projeto em construção, com o avançar dos trabalhos, mais membros serão adicionados. 

Monsenhor José Magalhães entre cangaceiros.

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  Foto: Blog Lampião Aceso             Como já abordado anteriormente aqui no Blog História de Fátima , o monsenhor José de Magalhães e Souza, pároco de Jeremoabo, é o responsável pelo registro mais antigo de uma missa aqui em Fátima.             José Magalhães, nasceu em Portugal a 19 de Outubro de 1885, chegou à paróquia de N. S do Bom Conselho em 1930, para auxiliar o Padre Vicente Martins que se encontrava muito doente. Dividiu seu tempo entre as paróquias de Bom Conselho e Jeremoabo até 1933. O padre Vicente veio a falecer naquele mesmo ano (1933) e o Padre José Magalhães assume a paróquia até a chegada do Padre Renato Galvão.             Nesse meio tempo, o Padre José Magalhães registra em seu livro de Tombo a primeira missa de que se tem notícia por essas terras. No dia 30 de outubro de 1935 o religioso regis...

A Praça Ângelo Lagoa já ultrapassa os 100 anos.

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Imagem wikipédia   Hoje sabe-se que a chegada de Ângelo Lagoa ao que hoje é a praça da cidade que carrega seu nome é estimada para o final do século XIX. Em favor dessa teoria, estão os nascimentos de alguns dos seus filhos, como Emília Maria, que nasceu em 1894. A primeira filha do casal Ângelo e Porfíria, chamava-se Josefa Maria de Jesus e nasceu no ano da abolição da escravatura, 1888 e ao que consta, todos os filhos do casal nasceram na primeira casa por eles construída na atual Praça Ângelo Lagoa. A construção da casa da família é a razão pela qual Ângelo e Porfíria são considerados os fundadores da cidade, pois foi no entorno desta que outras moradias foram sendo construídas e, com o passar dos anos, foi-se formando a atual praça. Essa informação é relevante pois é importante salientar que, muito antes da construção da referida casa de moradia, outras edificações semelhantes já existiam no atual território de Fátima. Para compreender isso, o leitor precisa considerar que exis...

Quem foi Ângelo Lagoa?

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  Imagem ilustrativa.                Seu nome de batismo era Ângelo José de Souza , de acordo com alguns descendentes (netos, Bisnetos, sobrinho netos e outros), era um homem branco de olhos claros, com traços europeus. É possível que fosse descendente direto de Holandeses. Há indícios ainda por serem melhor estudados acerca da presença holandesa nessa região.             De acordo com a pesquisa genealógica, Ângelo Lagoa, como era conhecido, teria nascido em 1856, em Heliópolis. Sobre sua mãe, sabe-se apenas que tinha como primeiro nome Genoveva , um nome que, por sua vez, tem origem do francês e significa “branca e suave”.             Por volta dos anos 1920, ele chegou a essa região. Adquiriu uma propriedade de nome “Fazenda Boa Vista”, cujas terras se estendiam da atual praça da igreja, descendo em direção à praça Ângelo ...

Povoado Caxias contra o cangaço.

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  O relato que você terá acesso agora, faz parte dos estudos do livro Tombo da Paróquia do N. S do Bom Conselho, é mais um registro feito pelo Padre Renato Galvão em seus costumeiros estudos históricos sobre a paróquia que liderava. É uma explanação que compõem uma série documentada pelo vigário que visava levantar e preservar os dados históricos de todas as capelas da paróquia.             A história se passa no povoado Caxias, à época, Duque de Caxias, no ano de 1938. De acordo com o levantamento do religioso, naquele ano, cansados das invasões e saques de cangaceiros, os moradores de Caxias (Os paisanas, no linguajar dos cangaceiros) se armaram para defender o vilarejo de um bando que agia nas redondezas. Não é novidade na historiografia do cangaço esse tipo de ação da população civil. Aliar-se ao contingente de policiais disponível para defender uma vila foi prática significativa naqueles anos de cangaceirismo. Basta le...

Defloramento em Cícero Dantas – 1861 a 1921.

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  Você sabe o que significa DEFLORAMENTO? Esse termo foi criado pela justiça brasileira no código penal de 1830. Deflorar significa, literalmente, “tirar a flor”. Em outras palavras, tirar a virgindade de uma jovem entre 14 e 18 anos já foi considerado crime pela justiça brasileira. Antes de mais nada, não estamos tratando aqui de estupro, que uma outra modalidade de crime devidamente registrado no código penal e que tem outras características distintas do defloramento. Este, por via de regra, ocorria consensualmente, entre jovens de idade similares, amantes mais afoitos para os padrões da época. No código penal de 1890, o defloramento foi tipificado pelo artigo 267, como crime contra a honra e honestidade das famílias e ultraje  ao poder público. Na letra da lei, lia-se: “Deflorar mulher de menor idade, empregando sedução, engano ou fraude”. Em 1942 o defloramento foi substituído pelo crime de sedução e em 2016 o entendimento muda novamente, sendo o sexo, consensual ou ...