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Fátima, como tudo começou

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A expressão popular que assevera nada ser por acaso é trazida à literalidade no caso dos primeiros núcleos de povoamento de Fátima. Este município do agreste baiano, situado há algumas poucas centenas de quilômetros do litoral, tanto da Bahia como de Sergipe, guarda em seus costumes contemporâneos a semente de um passado demasiadamente distante no tempo cronológico. Os vaqueiros, hoje, figuras indissociáveis do cotidiano do fatimense, quem diria, estão na gênese do povoamento desta terra e da formação do seu povo e cultura, atualmente expressada na forma de vaquejadas, cavalgadas e em um verdadeiro culto ao animal base desta cultura, o boi. Não é por acaso que a força de ligação com a criação de gado e as subatividades econômicas inerentes à esta, são tão fortes na vida dos habitantes desta terra, pois foi graças aos vaqueiros do passado, aos quais não guardo homenagem ou crítica, que essas terras foram povoadas ou, dependendo do ponto de vista, tomada dos povos indígenas que j...

Lampião esteve em Fátima?

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A resposta para esse questionamento é extremamente complexa. Se há algo que aprendi nas pesquisas sobre o cangaço é que muitos escritores, muitos deles memorialistas não historiadores, se apegam a fatos que, para dizer o mínimo, carecem de robustez histórica. Borges 2009, em sua obra memorialista, dá como certa a passagem do chefe do cangaço por essas bandas. Em seu capítulo 1, subtítulo “Lampião no mundo novo”, afirma que Virgulino Ferreira da Silva assaltou a residência do senhor Antônio Cruz em 1932, torturando o morador daquela pequena localidade após se apossar de objetos de valor deste e da sua família. No livro “Lampião na Bahia” de 1988, Oleone Coelho Fontes narra a entrada do cangaceiro e de parte do seu bando na Bahia em 1928, após o fracassado assalto à Mossoró, no Rio Grande Norte, os bandidos se retiraram para a Bahia onde Lampião afirmava ter vindo para descansar. Durante este mesmo ano, há registros da sua presença em Ribeira do Pombal, que resultou em uma icônic...

De Rui Barbosa a Fátima

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Nascido em Salvador, no dia 5 de outubro de 1849, Rui Barbosa de Oliveira foi político, diplomata, advogado e jurista brasileiro além de conferencista em Haia (Holanda) e membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Com esse currículo, Rui Barbosa é considerado até hoje um dos maiores intelectuais da história do Brasil. Mas é a sua carreira política que nos interessa neste momento. Membro do Partido Liberal, Rui lutou por eleições diretas e pelo Regime Federativo. Em 1877 elege-se pela primeira vez como deputado pela Bahia onde destacou-se como abolicionista. Com sua retórica impecável, colecionou inimigos entre os poderosos donos de escravos da época. As movimentações de bastidores destes nas eleições seguintes, custaram caro ao político baiano que não conseguiu se reeleger. Prestigiado nacionalmente, Rui Barbosa exerce o cargo de Ministro da Fazenda durante o governo de Deodoro da Fonseca (1889-1891), em 1889 é eleito para o senado, na ocasião, praticamente escreve a con...

De Tomé de Sousa a Fátima

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Em 1549, chega ao Brasil o militar português Tomé de Sousa . O primeiro governador geral fundou Salvador, a primeira capital, trouxe os Jesuítas e organizou o poder público (fazenda, Justiça e defesa). Junto com ele, também veio o seu filho ilegítimo Garcia de Sousa D’Ávila. Garcia D’Ávila , é nomeado Almoxarife geral da colônia, ambicioso e inteligente, logo constrói um verdadeiro império naqueles primeiro século da colonização que vai muito além da sua morte em 1608 pois, na Casa da Torre, única construção em estilo medieval das américas construída por ele, vai se originar uma dinastia cujo poder ecoa até os dias de hoje. A dinastia dos D’Ávila, cujo poder se manteve inconteste até o século XIX com a proclamação da república, empreendeu verdadeira cruzada com a criação de gado e a conquista do sertão baiano e sergipano. Seus funcionários adentraram as terras secas da caatinga nordestina abrindo caminho para o gado. Esses pequenos caminhos, ao longo dos quais foram sendo erguidos ...

Emancipação política, abril de 1986.

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Foto fornecida pelo pesquisador Juan Kléber Menezes. 

VAMOS FALAR DE FRACASSO ESCOLAR?

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O sociólogo Jessé Souza em “A Ralé Brasileira” defende a tese de que o segredo mais bem guardado, no seio da classe média brasileira, é a forma como esse ambiente doméstico é construído para as razões escolares. É dentro do ambiente familiar que as crianças dessa classe entram em contato com uma socialização capaz de desenvolver uma identificação afetiva com conhecimento, aprendem a arte da concentração, o autocontrole, a pautar suas ações no hoje sob uma perspectiva de futuro através da disciplina e desenvolvem um sentimento de responsabilidade moral com os estudos. E como isso é possível? A resposta para esse questionamento precisa, antes de tudo, afirmar que a classe média não é (absolutamente) superior em seus costumes. Dito isso, e refletindo sobre o questionamento, é preciso entender que a lógica do “faça o que eu mando, não faça o que eu faço” é, sempre será, ineficiente. Educa-se pelo exemplo! Essa é a lógica da classe média brasileira. É vendo o pai ou mãe ler um livr...

Livro.

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2020 será muito especial pra mim, o ano do lançamento do meu primeiro livro. Fruto direto da minha pesquisa no âmbito do Mestrado Profissional em Ensino de História (Profhistória). Trabalho orientado pelo Prof. Dr. Itamar Freitas e ilustrações de Mateus Queiroz. Em breve teremos mais informações.