Postagens

Fátima, do gerador a diesel à energia elétrica.

Imagem
Decreto de junho de 1964.             A gestão do Padre Renato Galvão junto à prefeitura de Cícero Dantas de fato foi um período de melhorias para a então Vila de Fátima. Diversas obras e benfeitorias foram realizadas em benefício do povo fatimense.             No dia 15 de junho de 1964, um a mês antes de autorizar a construção do Mercado Municipal, o prefeito assina decreto liberando a aquisição do sistema de força de luz para Vila de Fátima que, de acordo com o decreto da mesma data, consistia na aquisição de postes, cabos e uma usina “termoelétrica”. Tudo isso com um orçamento limite de dois milhões de cruzeiros.             O termo utilizado para definir a usina de força que traria energia elétrica para Fátima contém um erro de definição. Uma usina termoelétrica consiste em uma instalação na qual a energia el...

A Prefeitura municipal de Cícero Dantas publica o decreto de construção do Mercado Público Municipal na então Vila de Fátima.

Imagem
Decreto de 17 de julho de 1964 Naquele fatídico ano de 1964, que ficaria marcado para a história nacional como o ano do golpe militar que instauraria uma sombria ditadura de 21 anos no país, na pequena cidade de Cícero Dantas, da qual Fátima fazia parte, estava em vigor o mandato do Padre Renato Galvão, mandato que durou de 1962 a 1965 em decorrência da renúncia do vigário alegando problemas de saúde.             Na câmara municipal, havia um representante da então Vila de Fátima. Seu nome era João Maria de Oliveira e tinha sido eleito vereador do município de Cícero Dantas pela primeira vez.             Se você, caro leitor fatimense, fosse contemporâneo daquele legislatura, é quase certo que cultivaria um sentimento de esperança de novos e melhores tempos para a pequena Vila de Fátima na dita conjuntura. Mas isso não seria por acaso, afinal, a Vila agora tinha um ...

O soldado fatimense que participou do último combate do cangaço

Imagem
Liberino Vicente, Fátima, 1982.             No dia 25 de maio de 1940 acontecia o último combate entre cangaceiros e volantes na cidade baiana de Barra do Mendes. Tratou-se do embate em que Corisco, o diabo loiro, foi morto e sua companheira, Dadá, perdeu uma das pernas em consequência de um tiro de fuzil.             Durante os anos de auge do cangaceirismo no nordeste, Corisco era considerado o segundo homem nas trincheiras do banditismo, abaixo apenas de Lampião. Notório pela sua crueldade, cometeu atos tão hediondos que rivaliza com as ações do próprio Virgulino. Por esse motivo, adquiriu a alcunha de Diabo Loiro.             Em 1940, contudo, o cangaço dava seus últimos suspiros. Após a morte de Lampião em 28 de julho de 1938, o cangaceirismo passou a sofrer um forte processo de decadência, seja pela própria simbologia da morte do seu...

Rara foto da igreja de Fátima é encontrada no computador da paróquia.

Imagem
A foto foi encontrada no acervo fotográfico da paróquia de Fátima por frequentadores. A rara imagem mostra a igreja com dimensões bem menores que as atuais. É possível observar diversos fiéis na parte da frente. Ainda não havia sido construída a praça da matriz e as construções ao redor se mostram bastante diferente do atual aspecto. Infelizmente as informações sobre a imagem em questão são escassas. A foto foi enviada ao Blog HISTÓRIA DE FÁTIMA pelo colaborador Juan K. Menezes e, infelizmente, não é possível saber qual o ano retratado e quem é o fotógrafo. Esperamos que algum leitor possa nos fornecer informações adicionais.

A influência do Padre Renato Galvão junto ao deputado Dantas Jr muito ajudou Cícero Dantas e Fátima.

Imagem
João da Costa Pinto Dantas Júnior era neto de Cícero Dantas Martins, o célebre Barão de Jeremoabo. Nascido em 1859, bacharelou-se em Direito aos vinte anos de idade e, aos vinte e três, já ocupava uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia. Como membro de uma das famílias mais influentes do Nordeste, alternou ao longo da vida o exercício de cargos públicos ligados à área jurídica com sucessivos mandatos parlamentares. Ocupou, entre outras funções, a presidência da Caixa Econômica da Bahia. Integrante do alto escalão da política baiana, mantinha seu principal reduto eleitoral nesta porção do sertão, onde suas raízes familiares lhe conferiam prestígio e ampla rede de apoio. Por essa razão, cultivava relações estreitas com lideranças políticas e religiosas locais, com as quais, a exemplo do avô, trocava correspondência com grande frequência. Esses vínculos pessoais e políticos constituíam um eficiente mecanismo de manutenção de sua influência eleitoral. Entre essas amizades de...

Carta de 1812 descreve a construção da igreja o do cemitério de Cícero Dantas.

Imagem
            A missiva é escrita pelo Frei Apolônio de Toddi, endereçada ao imperador. Nela o frei italiano, conhecido como o beato dos sertões, fornece informações sobre a construção de uma igreja no local onde ficava o antigo cemitério da cacunéa, na atual praça da igreja matriz de Cícero Dantas.             O relato do religioso é rico em detalhes: Nesse tempo o povo dos tabuleiros, que fica longe doze léguas, fez requerimento de fazer uma capela no antiquíssimo cemitério da cacunéa e pediu de eu manda-lo fazer. O excelentíssimo arcebispo despachou que sim, que eu fosse e fizesse a caridade. O trecho da carta do frei, nos mostra uma prática comum no Brasil colonial. Não havia a separação entre igreja e estado e a igreja católica tinha liberdade de transitar livremente pela colônia. Os padres e freis percorriam esses sertões evangelizando os caboclos e os indíge...

Padre Renato Galvão se queixa da atuação de João Maria em eleições de Fátima

Imagem
Em carta de 1954, o vigário líder político local e, posteriormente, candidato a prefeito de Cícero Dantas, relata as movimentações políticas locais ao deputado estadual João da Costa Pinto Dantas Jr, neto do Barão de Jeremoabo, líder político regional. Naquele período, Fátima, que ainda se chamava Monte Alverne e pertencia à Cícero Dantas, era o maior povoado do município e importante colégio eleitoral para o candidato Renato Galvão. Na correspondência, o padre fala sobre a total desorganização dos trabalhos na localidade de Monte Alverne, citando inclusive a suposta incompetência dos responsáveis, o que nos dá uma ideia de como os pleitos eram realizados por aqui na época: Em Monte Alverne, nosso reduto, não houve praticamente eleições. Já o previa e assim é que forneci cópias ao delegado do partido em termo de responsabilidade ao presidente. Escolheram para dirigir pessoas incapazes. Os trabalhos estiveram paralisados até as 15 horas, os presidentes não sabiam abrir e dirig...