Aristides da Costa Borges (1850-1905)
Coronel da Guarda Nacional, Aristides da
Costa Borges nasceu em Jeremoabo, por volta de 1850, casou-se com Rosenda
Correia de Souza (1849–1934), filha de Francisco Correia de Souza, segundo
presidente da Câmara da Vila do Bom Conselho.
Tanto Aristides quanto seu sogro tiveram
atuação política destacada, sendo membros do Partido Conservador e
correligionários do Barão de Jeremoabo. Aristides elegeu-se deputado provincial
para a legislatura de 1882–1883 e, posteriormente, senador estadual, em 11 de
junho de 1894. Ocupou também o cargo de intendente de Bom Conselho,
consolidando-se como uma das figuras influentes da política local nas últimas
décadas do século XIX.
Fora da vida política, destacou-se como
proeminente fazendeiro em Bom Conselho, desfrutando de influência e prestígio
na sociedade local. Sua trajetória também esteve diretamente vinculada à
sociedade escravista da época. Em 1888, Aristides prendeu pessoalmente
Martinho, homem escravizado de sua propriedade, acusado de assassinar outro
escravizado pertencente à sua sogra, Dona Maria Arsênia de Jesus. O crime
ocorreu na Fazenda Olaria, propriedade da família de Rosenda.
Outra de suas propriedades, a Fazenda
Vitória, aparece relacionada a um episódio marcante da história de Bom
Conselho. Em 1895, foi nela que o juiz Arlindo Leoni buscou abrigo quando
Antônio Conselheiro e seus seguidores entraram em Bom Conselho em procissão. O
episódio insere Aristides da Costa Borges e suas propriedades no contexto das
tensões políticas e religiosas que antecederam a Guerra de Canudos,
demonstrando a posição de destaque ocupada por sua família na sociedade local. Faleceu
em Bom Conselho no dia 14 de junho de 1905.
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