Linhagem de Joaquim Borges

Joaquim Borges de Santana (1896-1960)

            Para produzir esse texto, precisei cruzar fontes diferentes, inicie pelo inventário que recolhi no arquivo público conforme veremos abaixo, consultei um dos seus netos Cidney de Badé e os sempre parceiros desse blog, o ex-prefeito Eduardo Pires e às excelentes postagens da página Fátima de outrora, tocada pelo pesquisador Juan Kléber que me passou valiosas informações e algumas fotos que foram postadas junto com o texto. Outra fonte importantíssima foi o site familysearch, plataforma genealógica muito importante para quem pesquisa.  De posse dessas informações, conseguimos montar o histórico desse importante personagem.

Joaquim Borges de Santana nasceu em Cícero Dantas no dia 15 de maio de 1896 e veio a falecer em Salvador enquanto realizava tratamento de saúde no dia 9 de fevereiro de 1960. Essas informações constam no seu inventário, documento de 16 páginas com o código 09/4043/20, de posse do Arquivo Público do Estado.

Joaquim foi grande proprietário de terras, em seu inventário constam mais de mil tarefas de terras, contando com propriedades na Serradinha e em Jeremoabo. Ainda de acordo com o mesmo documento, não se casou, deixando seus bens para alguns sobrinhos, o testamento, datado de 6 de junho de 1959, um ano antes do falecimento de Joaquim, teve como escrivã do  Avelina de Carvalho Andrade, tia do ex-prefeito de Cícero Dantas, Hélio Vieira.

Em seu testamento, Joaquim alega ser filho de João Borges de Santana, nascido em Cícero Dantas em 1848 e de Josefa Siqueira do Nascimento, indígena, nascida no Maranhão aproximadamente em 1854 e falecida provavelmente no que hoje é Fátima, aproximadamente em 1955.


Josefa Siqueira (1854-1955)


Para falar dos ancestrais mais antigos, optei por identificar cada um, tomando como ponto de partida Joaquim Borges e colocar breve histórico de cada um para que fique mais fácil compreender as origens da família Borges na região.

Começado pelos irmãos, Juan Kléber fez o levantamento e segue a lista passada a mim pelo próprio:

 

IRMÃOS:

·       Jeremias Borges de Santana;

·       Josefa Borges de Santana;

·       Francisco Borges de Santana;

·       Antero Borges de Santana;

·       Paula Borges de Santana;

·       João Borges de Santana;

·       Manoel Borges de Santana;

·       Maria Borges de Santana;

·       Joana Borges de Santana.

 

Os ancestrais de Joaquim Borges mais antigos que constam em sua árvore genealógica são:

 

Avós paternos:

 

Francisco José Borges – Nascido em Bom Conselho (Cícero Dantas) em 1826 e falecido na mesma cidade em 1906. Francisco era casado com Rosa Maria de Jesus, nascida igualmente em Bom Conselho em 1814, apenas 2 anos após o Frei Apolônio de Todi erguer a primeira capela sob a invocação de Nossa Senhora do Bom Conselho, o casal teve pelo menos 5 filhos.

 

Bisavós paternos:

 

          Fernando Bordes de Santana – Nascido em Jeremoabo em 1790, Fernando se casou com Duninha, também natural de Jeremoabo e nascida em 1795.

 

          A curiosidade da genealogia de Joaquim Borges fica por conta de um dos seus tios paternos Joaquim, homônimo seu. Joaquim (Tio) casou-se com Francisca Dantas dos Reis, esta era irmã do Barão de Jeremoabo do segundo casamento do seu pai, João Dantas. Francisca Dantas era irmão de Líbia Dantas, esposa de Severo Correia da Maria Preta e também de Levina Dantas, avó de Correinha da Zabumba.



Joaquim Borges (Tio) e Francisca Dantas.





Moisés Reis é professor há 24 anos no município de Fátima (BA) e Membro da ABLAC (Academia Brasileira de Letras e Arte do Cangaço). Licenciado em História pela UNIAGES, com especialização em História e Cultura Afro-Brasileira pela UNIASSELVI, é mestre em Ensino de História pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). Autor de diversas obras, entre elas Manual Didático do Professor de História, O Nazista, Fátima: Traços da sua História, O Embaixador da Paz, Maria Preta: Escravismo no Sertão Baiano e Últimos Cangaceiros: Justiça, Prisão e Liberdade. Também produziu a HQ Histórias do Cangaço e o documentário Identidade Fatimense. Sua pesquisa concentra-se na história do sertão baiano, com ênfase na sociedade do couro, nos processos de ocupação, nas relações de poder e nas memórias coletivas da região.

 

Contato: 75 999742891

 

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